DAWA DROLMA
CENTRO DE BUDISMO TIBETANO VAJRAYANA
BELO HORIZONTE | CASA BRANCA | MINAS GERAIS
"De tempos sem princípio até agora tens dormido em ignorância. Agora é o momento de deixar o sono para trás e alcançar a virtude, com corpo, fala e mente."
ao Dawa Drolma
O Templo Chagdud Gonpa Dawa Drolma é um dos mais antigos e autênticos centros de Budismo Tibetano Vajrayana do Brasil. Fundado há mais de 30 anos por Sua Eminência Chagdud Tulku Rinpoche, integra a linhagem Nyingma, a mais antiga do Tibete.
Localizado em meio às montanhas de Minas Gerais, na região de Casa Branca – Brumadinho, foi o primeiro templo da linhagem Chagdud Gonpa a ser estabelecido no país.
Aqui, você é sempre bem-vindo — seja para dar os primeiros passos no Dharma, seja para renovar o compromisso com a sabedoria incondicional do Vajrayana.
Oferendas Sagradas
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Nossa História
O Templo Chagdud Gonpa Dawa Drolma, localizado em Casa Branca, distrito de Brumadinho, Minas Gerais, tem uma história significativa no contexto do Budismo Tibetano no Brasil. Fundado há mais de 32 anos, foi o primeiro templo estabelecido por Sua Eminência Chagdud Tulku Rinpoche no país.
O templo é reconhecido por sua arquitetura tradicional tibetana e por abrigar um Gonpa — termo tibetano que significa "lugar tranquilo" ou "lugar de prática isolada". O espaço conta com pinturas tradicionais, estátuas sagradas, uma estupa e quatro grandes rodas de oração. Além disso, destaca-se como o terceiro maior templo da linhagem Nyingma no Brasil.
Ao longo dos anos, o Templo Dawa Drolma tem servido como um centro vital para a prática e disseminação dos ensinamentos do Budismo Tibetano, acolhendo praticantes e interessados em suas atividades e cerimônias, preservando a transmissão oral direta recebida de grandes mestres tibetanos.
🎬 Chagdud Tulku Rinpoche | O Lama da Motivação Pura
A Chegada de Chagdud Rinpoche ao Brasil
Em 1991, Sua Eminência Chagdud Tulku Rinpoche realizou sua primeira visita ao Brasil. Durante esse período, ele percorreu diversas cidades e encontrou-se com inúmeros praticantes que ansiavam por um caminho espiritual mais profundo.
Ao viajar e ensinar constantemente, irradiando entusiasmo e compaixão, Rinpoche tornou-se o lama do coração de centenas de alunos e foi uma inspiração profunda para milhares de outros. Quando lhe perguntavam por que, aos sessenta e quatro anos, mudou-se para a América do Sul ao invés de permanecer confortavelmente nos Estados Unidos, ele respondia:
"Percebi a fé dos brasileiros e o seu interesse no Budismo e quis ensiná-los." — Chagdud Tulku Rinpoche
A iniciativa de construção do templo partiu de Salim Zaidam, um psicólogo de Belo Horizonte que conheceu Chagdud Rinpoche e se tornou seu discípulo. Ele trouxe o Budismo Tibetano para a região e idealizou o templo. Com o apoio de Rinpoche e da comunidade local, concretizou o projeto que se tornaria um marco histórico.
Início da Sangha do Dawa Drolma com Chagdud Rinpoche
A Primeira Estátua de Guru Rinpoche no Brasil
Antes mesmo da construção do templo, Chagdud Rinpoche empenhou-se na criação de uma estátua de Guru Rinpoche (Padmasambhava) — o grande mestre do século VIII que levou o budismo ao Tibete e é considerado o "Segundo Buda" na tradição Vajrayana.
Ao lado do artista Glenn Sandvoss, Chagdud Rinpoche moldou com as próprias mãos a primeira estátua de Guru Rinpoche produzida em solo brasileiro — e de toda a América Latina. A imagem, repleta de presença e bênçãos, permanece até hoje como um dos ícones espirituais mais importantes do templo, sendo objeto de devoção de milhares de praticantes.
Chagdud Rinpoche moldando a estátua com as próprias mãos
A primeira estátua de Guru Rinpoche do Brasil
A Construção do Templo – Nascimento do Dawa Drolma
Em seguida, deu-se início à construção do Gonpa. Com arquitetura tibetana autêntica, cores vivas e detalhes que expressam símbolos de sabedoria, o Templo Dawa Drolma foi inaugurado como o primeiro centro da linhagem Chagdud Gonpa no Brasil.
Construção do Templo Dawa Drolma em Casa Branca
Inauguração do Templo
Em 1993 ocorreu a inauguração oficial do templo e, ao longo dos anos, foram sendo acrescentadas estruturas sagradas que fortalecem o campo de prática. As primeiras cerimônias e ensinamentos aconteceram sob a orientação direta de Chagdud Rinpoche, estabelecendo as bases para uma tradição viva que perdura até hoje.
O Significado do Nome "Dawa Drolma"
O nome do templo — Dawa Drolma — não é apenas uma designação poética. Ele honra diretamente a mãe de Chagdud Tulku Rinpoche, Sra. Dawa Drolma, uma mulher de imensa realização espiritual na tradição Vajrayana.
Dawa Drolma foi reconhecida como uma yoguini de grande poder e sabedoria, profundamente respeitada por sua prática do tchöd (prática de oferenda do corpo) e por sua experiência de morte consciente, relatada de maneira detalhada por Rinpoche em seus ensinamentos.
Ela atingiu níveis elevados de realização ao ponto de narrar em primeira pessoa sua própria jornada após a morte, passando por estados intermediários (bardo) com total lucidez. Sua história é um testemunho vivo do potencial de liberação que os ensinamentos budistas oferecem.
Primeiros ensinamentos com Chagdud Rinpoche no templo recém-inaugurado
O Legado de Chagdud Rinpoche
Em 2002, Sua Eminência Chagdud Tulku Rinpoche deixou este plano físico, tendo fundado mais de vinte centros no Brasil, Uruguai e Chile. Seu legado, porém, continua vivo através de seus discípulos e da transmissão ininterrupta dos ensinamentos.
"Se eu tivesse que deixar somente um legado, seria o da sabedoria da motivação pura. Se eu tivesse que ser conhecido por um único título, seria o de lama da motivação… No momento em que os nossos corações se inclinam à compaixão por todos os seres, a nossa motivação se expande em direção à motivação todo-abrangente de um bodisatva." — Chagdud Tulku Rinpoche
Sua esposa, Chagdud Khadro, assumiu como Diretora Espiritual dos centros na América do Sul. Seu filho, Tromge Jigme Rinpoche, treina alunos na meditação mais elevada de Dzogchen. O tulku de Chagdud Rinpoche foi reconhecido por Khenpo Ngagchung no Tibete e é conhecido como Chagdud Yangsi, sendo o foco das preces e aspirações dos membros da sangha ao redor do mundo.
Estupa e Casa de Lamparinas – Tesouros da Devoção
A estupa, símbolo da mente iluminada de Buda, foi construída com grande cuidado e devoção, abrigando relíquias sagradas e bênçãos de mestres realizados. Circundar a estupa e fazer oferendas diante dela é uma prática que acumula méritos e purifica obscurecimentos.
Próxima a ela, a casa de lamparinas tornou-se espaço de oferenda e oração constante, onde luzes são acesas pelas intenções mais profundas de proteção, cura e aspiração à liberação de todos os seres. Cada chama representa uma oração, um desejo de que todos os seres despertem para sua natureza luminosa.
Estupa Sagrada do Templo Dawa Drolma
Casa de Lamparinas — espaço de oferendas e orações
Reforma Geral do Templo – Nova Vida
Em 2025, celebramos um marco especial: a grande reforma estrutural e espiritual do Templo Dawa Drolma. Com o apoio da sangha e a dedicação incansável de voluntários, o templo foi revitalizado em sua totalidade.
Recebendo nova pintura, restauro de imagens sagradas, melhorias internas e externas — um verdadeiro renascimento para continuar servindo com beleza e força os praticantes das gerações futuras. A reforma não foi apenas física, mas também um ato de devoção coletiva e renovação dos votos da comunidade.
A Força da Sangha Mineira
Mesmo sem um lama residente, a comunidade (sangha) mineira segue firme, exemplar e respeitada em toda a linhagem Chagdud Gonpa. Lamas visitantes sempre expressam admiração pela organização, devoção e continuidade das práticas no templo.
Essa força espiritual floresce da terra, da fé e do comprometimento coletivo — uma prova viva de que o Dharma prospera onde há corações dedicados.
Arquitetura e Elementos Sagrados
Inspirado na arquitetura tibetana tradicional, com detalhes vivos e simbólicos, o templo é um espaço onde cada elemento foi cuidadosamente planejado para apoiar a prática espiritual:
- Grande estátua de Guru Rinpoche (Padmasambhava) — a primeira do tipo no Brasil e da América Latina, moldada pelas mãos de Chagdud Rinpoche
- Quatro rodas de oração — cada giro equivale à recitação de milhões de mantras
- Uma estupa sagrada — símbolo da mente iluminada, contendo relíquias e bênçãos
- Tankas (pinturas devocionais) — representações de divindades e mestres da linhagem
- Relíquias e objetos sagrados — trazidos do Tibete e Nepal por grandes mestres
- Casa de Lamparinas — espaço dedicado a oferendas de luz
Linhagem
No Budismo Vajrayana, a linhagem é a cadeia ininterrupta de transmissão dos ensinamentos de mestre para discípulo, desde o próprio Buda até os dias de hoje. Essa transmissão direta garante a autenticidade, a bênção e o poder transformador dos ensinamentos.
O Chagdud Gonpa Dawa Drolma pertence à linhagem Nyingma, a mais antiga do budismo tibetano, e foi fundado por Sua Eminência Chagdud Tulku Rinpoche. Conheça os mestres que guiam e inspiram nossa comunidade:
Chagdud Tulku Rinpoche
1930 — 2002
Sua Eminência Chagdud Tulku Rinpoche nasceu no leste do Tibete (Kham), em 1930. Reconhecido aos quatro anos como um tulku (encarnação de um mestre de meditação realizado), recebeu treinamento rigoroso e aprofundou seus estudos em retiros extensos.
Ele tinha uma afinidade especial pelas artes sagradas e pela medicina tibetana, e era famoso por sua voz maravilhosa como cantor de práticas rituais.
Em 1959, ele escapou da ocupação comunista do Tibete e viveu exilado em comunidades de refugiados na Índia e no Nepal até se estabelecer nos Estados Unidos, em 1979. A pedido de seus alunos ocidentais, criou a Fundação Chagdud Gonpa, uma rede de centros da linhagem Nyingma do Budismo Vajrayana.
Em 1994, aos sessenta e quatro anos, mudou-se para o Brasil e começou a construção do seu centro principal, o Khadro Ling, no Rio Grande do Sul. Quando faleceu, em 2002, ele havia fundado mais de vinte centros no Brasil, Uruguai e Chile.
Ao viajar e ensinar constantemente, irradiando entusiasmo e compaixão, tornou-se o lama do coração de centenas de alunos e foi uma inspiração profunda para milhares de outros.
"Percebi a fé dos brasileiros e o seu interesse no Budismo e quis ensiná-los." — Quando perguntado por que se mudou para o Brasil
Legado e Continuidade
Sua esposa, Chagdud Khadro, é a Diretora Espiritual dos centros na América do Sul. Seu filho, Tromge Jigme Rinpoche, treina alunos na meditação mais elevada de Dzogchen. Chagdud Rinpoche também teve uma filha, Dawa Lhamo, que reside no Colorado.
O tulku de Chagdud Rinpoche foi reconhecido por Khenpo Ngagchung no Tibete. Conhecido como Chagdud Yangsi, ele é o foco das preces e aspirações profundas dos membros da sangha ao redor do mundo.
"Se eu tivesse que deixar somente um legado, seria o da sabedoria da motivação pura. Se eu tivesse que ser conhecido por um único título, seria o de lama da motivação… No momento em que os nossos corações se inclinam à compaixão por todos os seres, a nossa motivação se expande em direção à motivação todo-abrangente de um bodisatva." — Chagdud Tulku Rinpoche
Direção Espiritual
Chagdud Khadro
Chagdud Khadro conheceu Sua Eminência Chagdud Tulku Rinpoche em março de 1978, casou-se com ele em 1979 e foi aluna dedicada até o parinirvana dele, no dia de seu aniversário de casamento, vinte e três anos mais tarde.
Ao ordená-la lama em 1997, Chagdud Rinpoche designou-a para ser a futura diretora espiritual do Chagdud Gonpa Brasil. Na função de lama dirigente após a transição do Rinpoche, Khadro tem se concentrado em dar continuidade ao treinamento vajrayana de alta qualidade estabelecido por ele.
Durante o tempo vivido com Rinpoche, Khadro recebeu treinamento constante, que abrangeu desde a organização de atividades do Dharma até os ensinamentos e prática do Vajrayana. Ela colaborou em sua autobiografia "O Senhor da Dança" e, sob sua orientação, compilou comentários de seus ensinamentos sobre:
- O ngöndro do Dudjom Tersar
- A prática de powa de Longsal Nyingpo
- A versão concisa de Tara Vermelha de Apong Terton
Antiga diretora e editora da Padma Publishing nos Estados Unidos, Khadro editou muitas traduções de obras tibetanas. Após sua mudança para o Brasil com Rinpoche em 1995, ela passou a trabalhar na publicação de traduções para o português e o espanhol de textos do budismo tibetano.
Jigme Tromge Rinpoche
Rinpoche nasceu em 1964 em Orissa, Índia, onde teve a boa fortuna de receber uma educação budista tradicional. Foi extensamente treinado nos ensinamentos e práticas da tradição Nyingma do Budismo Tibetano e estudou com muitos grandes mestres da atualidade, entre eles:
- S.S. Dudjom Rinpoche
- S.S. Dilgo Khyentse Rinpoche
- S.S. Jigme Phuntsok Rinpoche
- Khetsun Sangpo Rinpoche (filosofia)
Rinpoche imigrou para os Estados Unidos em 1988. Após completar o tradicional retiro de três anos guiado por seu pai, mudou-se para o Ati Ling em 1992, tornando-se o lama residente.
Atualmente, Rinpoche viaja pela América do Norte, América do Sul e Ásia concedendo ensinamentos e conselhos com sua gentil sabedoria e cordialidade. Como autorizado por seu mestre de Dzogchen Khenpo Ngagchung, do Tibete oriental, e solicitado por Chagdud Khadro, Jigme Rinpoche agora oferece ensinamentos de Dzogchen no contexto dos retiros anuais que Chagdud Rinpoche estabeleceu no Brasil.
Rinpoche é também o mestre vajra nos drubtchens (práticas intensivas coletivas) da Essência do Siddhi e Vajrakilaya que acontecem no Khadro Ling.
Além de compartilhar a responsabilidade sobre monastérios no Tibete e no Nepal, é o fundador e diretor do Padmasambhava Peace Institute e diretor da Fundação Mahakaruna, uma instituição de caridade internacional fundada por Chagdud Rinpoche, que assiste idosos, doentes e necessitados em várias partes da Ásia, além de trabalhar para preservar a cultura do Budismo Tibetano.
Lamas Ordenados por Chagdud Rinpoche
Estes lamas foram formalmente ordenados por Sua Eminência Chagdud Tulku Rinpoche e continuam a transmitir os ensinamentos da linhagem em diversos centros pelo Brasil:
Lama Sherab Drolma
Lama Sherab tornou-se estudante de S.Ema. Chagdud Tulku Rinpoche em 1992, quando ele veio ao Brasil pela primeira vez. Desde 1994 o serviu ininterruptamente como sua tradutora, atendente pessoal e, sendo presidente do Chagdud Gonpa Brasil, como administradora de suas atividades no Dharma.
Ordenada em 2002, começou a ensinar regularmente, inspirando-se nos anos em que ouviu e traduziu os ensinamentos de Rinpoche. Ela também é uma extraordinária dançarina da Dança dos Lamas, autenticamente demonstrando o significado da meditação através de movimentos.
É uma das professoras residentes do Khadro Ling e viaja pelo Brasil dando suporte aos praticantes através de ensinamentos, aconselhamento espiritual e prática.
Lama Tsering Everest
Nascida nos Estados Unidos, Lama Tsering foi, por mais de onze anos, intérprete de S.Ema. Chagdud Tulku Rinpoche.
Depois de completar, em 1995, um retiro de três anos, recebeu a ordenação de Lama, sendo assim autorizada a dar ensinamentos e iniciações do budismo Vajrayana. Neste mesmo ano, foi convidada a dar ensinamentos no Brasil, para onde se mudou logo depois, assumindo a coordenação do centro em São Paulo, o Odsal Ling.
Reconhecida por seu estilo contundente e bem-humorado, Lama Tsering foca seus ensinamentos no desenvolvimento da compaixão e na aplicação da filosofia budista na vida diária.
Lama Padma Norbu
1948 — 2024
Nasceu nos Estados Unidos e faleceu no Brasil em 2024. Na juventude formou-se e trabalhou como engenheiro elétrico. Conheceu seu professor, S.Ema. Chagdud Tulku Rinpoche, em 1980 e, depois de completar o ciclo de ensinamentos e retiros de Dzogchen, foi ordenado lama em 1995.
Por 20 anos trabalhou com Rinpoche na execução de vários projetos como a construção de centros de retiros e do Templo Khadro Ling, no sul do Brasil.
Posteriormente, completou um retiro solitário de dois anos sob a orientação de Chagdud Rinpoche e foi encorajado a dar ensinamentos e a compartilhar a sua experiência na integração de princípios budistas com os desafios da vida cotidiana.
Lama Yeshe Drolma
Lama Yeshe estudou com S.Ema. Chagdud Tulku Rinpoche desde 1990. Serviu como tradutora de Rinpoche e Chagdud Khadro, e como negociadora na compra de materiais para o Templo Khadro Ling.
Também se tornou uma excelente dançarina das tradicionais danças sagradas do budismo Vajrayana.
Durante os três últimos anos de vida de Rinpoche, Lama Yeshe supervisionou seus retiros de Dzogchen, ganhando respeito por sua estrita e intuitiva orientação.
Ordenada em 2002, a pedido de Rinpoche ela interrompeu um prolongado retiro pessoal para servir, junto com seu marido Lama Rigdzin, como lama residente no Chagdud Dordje Ling em Curitiba, Paraná.
Lama Rigdzin Dorje
Lama Rigdzin estudou com S.Ema. Chagdud Tulku Rinpoche desde 1992, primeiramente no Rigdzin Ling, Califórnia, e, desde 1995, no Brasil. Durante esse período, participou de muitos ensinamentos e retiros, e serviu Rinpoche de maneiras variadas.
Suas habilidades em construção e artesanato foram extremamente valiosas durante a construção do Khadro Ling. Sendo um excelente artista, trabalhou com Rinpoche em projetos como a grande estátua de Buda Akshobia.
Também serviu como chöpon (mestre de altar), umze (mestre em entoar), dançarino da Dança dos Lamas e como tradutor de Rinpoche.
Líder e professor nato, suas qualidades foram oficialmente reconhecidas por Rinpoche em uma ordenação como lama em 2002. É casado com Lama Yeshe.
Lamas Associados
Lamas que colaboram com a linhagem Chagdud Gonpa:
Lamas Visitantes
Grandes mestres que abençoam nosso templo com suas visitas e ensinamentos:
Gyurme Tenpa Gyaltsen
Saiba mais →Khenpo Dorje Wangchuk
Mestre visitanteKhenpo Jamyang Losel
Mestre visitanteAdzom Gyalse Gyurme Dorje Tulku
Saiba mais →Sobre a Linhagem Nyingma
A linhagem Nyingma (os "Antigos") é a mais antiga das quatro principais escolas do budismo tibetano. Seus ensinamentos remontam ao século VIII, quando Guru Rinpoche (Padmasambhava) levou o budismo ao Tibete.
A tradição Nyingma é especialmente conhecida por:
- Dzogchen — a "Grande Perfeição", considerada a mais elevada meditação
- Termas — tesouros espirituais escondidos por Guru Rinpoche para serem descobertos no momento certo
- Práticas de Guru Rinpoche — devoção ao "Segundo Buda"
O Chagdud Gonpa preserva estas transmissões preciosas, oferecendo um caminho autêntico para a liberação através da prática genuína.
Caminho do Dharma
Você é sempre bem-vindo
Se você chegou até aqui, talvez esteja buscando algo mais profundo — paz interior, clareza mental, ou simplesmente um espaço de silêncio em meio ao mundo agitado. Seja qual for sua motivação, você está no lugar certo.
O Budismo Tibetano Vajrayana não exige que você abandone sua vida ou suas crenças. Ele oferece ferramentas práticas para transformar a mente, cultivar compaixão e descobrir sua natureza mais profunda. Aqui no Chagdud Gonpa Dawa Drolma, preservamos os ensinamentos autênticos recebidos diretamente de Sua Eminência Chagdud Tulku Rinpoche.
"A natureza da mente não é diferente da natureza de Buda. Está apenas obscurecida pelas nuvens transitórias de pensamentos e emoções. Quando reconhecemos a natureza da mente, reconhecemos nossa verdadeira natureza." — Chagdud Tulku Rinpoche
📿 Práticas para Iniciantes
Não é necessário ter experiência prévia — apenas a disposição sincera de participar. Escolha uma das práticas abaixo para começar:
Tara Vermelha
Segundas-feiras às 19h30
Prática devocional de proteção e compaixão, acessível a todos.
Saiba mais →Shamata
Quintas-feiras às 19h30
Meditação silenciosa para acalmar a mente e desenvolver concentração.
Saiba mais →📍 Como Chegar
Sala de Meditação — Belo Horizonte
Rua Gonçalves Dias, 904 — Sala 201, 2º andarBairro Funcionários, Belo Horizonte/MG
(No interfone, digite 2, 0, 1 e aguarde)
💡 Dica: A sala abre às 19h00. Recomendamos chegar até 19h15 para uma entrada tranquila e silenciosa.
🕯️ O que Esperar na Primeira Visita
Chegue com Antecedência
A sala abre às 19h00. Chegue até 19h15 para se acomodar em silêncio antes do início.
Remova os Sapatos
Deixe seus sapatos na entrada. É um gesto de respeito ao espaço sagrado.
Sente-se Confortavelmente
Há almofadas no chão e cadeiras disponíveis. Evite esticar as pernas em direção ao altar.
Apenas Participe
Você receberá textos de prática. Acompanhe no seu ritmo — não precisa saber nada de antemão.
Não se preocupe: Você pode notar pessoas fazendo prostrações ou recitando mantras — são práticas devocionais opcionais. Simplesmente observe e participe do que se sentir confortável.
❓ Perguntas Frequentes
Sobre sua Primeira Visita
Não. Nossas práticas são abertas a todos, independentemente de sua tradição espiritual ou ausência dela. Muitas pessoas vêm apenas para meditar, encontrar paz interior ou conhecer a tradição. Você não precisa "converter-se" ou abandonar suas crenças.
Não é necessário nenhum conhecimento prévio. Na prática de Shamata, você receberá instruções básicas. Na prática de Tara Vermelha, basta acompanhar o texto que será fornecido. Todos começam de algum lugar.
Vista roupas confortáveis e discretas. Evite roupas muito curtas ou decotadas por respeito ao ambiente. Como você vai sentar no chão ou em cadeiras por cerca de 1 hora, priorize o conforto.
Não é necessário levar nada. Almofadas, textos de prática e tudo o que você precisa estará disponível no local. Se quiser, pode trazer uma garrafinha de água.
As práticas semanais são gratuitas e mantidas por doações voluntárias (dana). Se desejar contribuir, há uma caixa de doações no local, mas não há qualquer obrigação ou valor mínimo.
Claro! A maioria das pessoas vem sozinha. Você será acolhido(a) pela sangha (comunidade) e pode procurar o coordenador Salim Zaidan ou o condutor da prática para qualquer dúvida.
Sobre o Budismo Tibetano
O Vajrayana, ou "Veículo do Diamante", é uma forma de budismo que utiliza métodos hábeis — como mantras, visualizações e práticas devocionais — para acelerar o caminho à iluminação. É a tradição predominante no Tibete e a que praticamos aqui no Dawa Drolma, através da linhagem Nyingma, a mais antiga do budismo tibetano.
Gonpa é um termo tibetano que significa "lugar tranquilo" ou "lugar de prática isolada". Refere-se a um templo ou monastério budista. O Chagdud Gonpa Dawa Drolma foi o primeiro Gonpa da linhagem Chagdud Gonpa no Brasil.
Sua Eminência Chagdud Tulku Rinpoche (1930-2002) foi um grande mestre tibetano da linhagem Nyingma, reconhecido como tulku (reencarnação de um mestre realizado) aos 4 anos. Ele fugiu do Tibete em 1959 e, em 1991, veio ao Brasil, onde fundou mais de 20 centros. Ele era conhecido por sua compaixão infinita, sua voz extraordinária e sua habilidade nas artes sagradas.
No budismo tibetano, uma linhagem é uma cadeia ininterrupta de transmissão de ensinamentos de mestre para discípulo, desde Buda até os dias de hoje. Essa transmissão direta garante a autenticidade e o poder dos ensinamentos. Pertencemos à linhagem Nyingma, transmitida através de Chagdud Rinpoche.
Mantras são sílabas ou frases sagradas em sânscrito ou tibetano que, quando recitadas com concentração e devoção, purificam a mente e invocam qualidades específicas. Por exemplo, o mantra OM TARE TAM SOHA invoca a energia protetora e compassiva de Tara.
O budismo não exige fé cega. Buda encorajou seus alunos a testarem os ensinamentos por si mesmos, como quem testa ouro. Você pode praticar e se beneficiar da meditação e dos ensinamentos sobre compaixão e sabedoria sem necessariamente aceitar todas as crenças de início. A compreensão vem com a prática.
Sobre Ser Praticante
Não há ritual obrigatório para "tornar-se" praticante. Você se torna praticante simplesmente praticando. Participe das práticas semanais, estude os ensinamentos, e gradualmente você encontrará seu caminho. Se desejar um compromisso mais formal, eventualmente poderá "tomar refúgio" — uma cerimônia onde você se compromete formalmente com o caminho budista.
Tomar refúgio é uma cerimônia onde você expressa sua confiança nas Três Joias: o Buda (o mestre iluminado), o Dharma (os ensinamentos) e a Sangha (a comunidade de praticantes). Não é obrigatório e geralmente acontece depois que você já pratica há algum tempo e sente esse chamado naturalmente.
No Vajrayana, a relação com um mestre qualificado é considerada essencial para o progresso espiritual profundo. No entanto, você pode praticar e participar de nossas atividades sem ter um lama pessoal. Com o tempo, se sentir a conexão, você naturalmente buscará orientação mais próxima com os lamas da linhagem.
Sim! A prática diária em casa é encorajada e fortalece seu desenvolvimento. Começando com Shamata (meditação silenciosa) de 10-15 minutos diários, você já estará cultivando benefícios reais. Para práticas mais elaboradas como Tara Vermelha, é recomendável primeiro participar das sessões no templo para aprender corretamente.
A sangha é a comunidade de praticantes. No Dawa Drolma, somos uma família espiritual que se apoia mutuamente no caminho. Mesmo sem um lama residente, nossa sangha mineira é conhecida e respeitada em toda a linhagem Chagdud Gonpa pela dedicação e continuidade das práticas.
Depois de participar das práticas semanais por algum tempo, você pode:
• Participar de retiros no templo de Casa Branca
• Receber ensinamentos com lamas visitantes
• Aprofundar-se nas práticas preliminares (ngöndro)
• Estudar textos e comentários da tradição
O caminho se revela naturalmente conforme você pratica com sinceridade.
"Se eu tivesse que deixar somente um legado, seria o da sabedoria da motivação pura. No momento em que os nossos corações se inclinam à compaixão por todos os seres, a nossa motivação se expande em direção à motivação todo-abrangente de um bodisatva." — Chagdud Tulku Rinpoche
Prática de Tara Vermelha
📅 Segundas-feiras às 19h30
O que é Tara Vermelha?
Tara Vermelha é uma manifestação feminina da compaixão iluminada, associada à proteção, magnetização e atividade compassiva. Sua prática é especialmente poderosa para remover obstáculos, proteger de medos e perigos, e atrair circunstâncias favoráveis para a prática do Dharma.
Como é a prática?
A prática inclui recitação de mantras, visualização e orações devocionais. Você receberá um texto de prática e poderá acompanhar no seu ritmo. A sessão dura aproximadamente 1 hora e é conduzida por praticantes experientes da linhagem.
Por que é indicada para iniciantes?
Esta versão concisa de Tara Vermelha, compilada por Chagdud Khadro sob orientação de Chagdud Rinpoche, foi especialmente adaptada para ser acessível. Mesmo sem compreender todos os aspectos, a simples participação devocional já traz benefícios.
Benefícios da prática
- Proteção contra medos e obstáculos
- Desenvolvimento de compaixão
- Purificação de negatividades
- Acúmulo de méritos
- Conexão com a linhagem
Meditação Shamata
📅 Quintas-feiras às 19h30
O que é Shamata?
Shamata (em sânscrito) ou Shiné (em tibetano) significa "permanecer em paz" ou "calma mental". É a meditação fundamental que desenvolve concentração e estabilidade mental, sendo a base para todas as práticas mais avançadas do budismo.
Como é a prática?
A prática é simples e silenciosa. Você se sentará confortavelmente e receberá instruções sobre como repousar a mente, usando a respiração como suporte. Não há mantras ou visualizações — apenas o cultivo do silêncio interior. A sessão dura aproximadamente 1 hora, com períodos de meditação e breves instruções.
Por que é indicada para iniciantes?
Shamata é o ponto de partida natural para qualquer pessoa interessada em meditação. Não requer conhecimento prévio do budismo e seus benefícios são imediatos e cientificamente comprovados: redução do estresse, maior clareza mental e bem-estar emocional.
Benefícios da prática
- Acalma a mente agitada
- Desenvolve concentração
- Reduz estresse e ansiedade
- Aumenta a clareza mental
- Prepara para práticas avançadas
Visitar
O Chagdud Gonpa Dawa Drolma possui dois espaços de prática: uma sala de meditação no coração de Belo Horizonte, para práticas semanais urbanas, e o Templo tradicional em Casa Branca, na Serra da Moeda, para retiros e práticas de fim de semana.
Seja você um praticante experiente ou alguém que deseja conhecer o budismo pela primeira vez, você é sempre bem-vindo.
"Sempre reconheça as qualidades oníricas da vida e reduza o apego e a aversão. Pratique a bondade com todos os seres. Seja amoroso e compassivo, não importa o que os outros façam a você." — Chagdud Tulku Rinpoche
Sala de Meditação em Belo Horizonte
Práticas semanais abertas ao público, em um espaço urbano de silêncio e contemplação
Endereço
Rua Gonçalves Dias, 904Sala 201, 2º andar — Bairro Funcionários
Belo Horizonte, MG
No interfone: digite 2, 0, 1 e aguarde
Horários das Práticas
💡 Dica: A sala abre às 19h00. Chegue até 19h15 para uma entrada tranquila.
Informações Importantes
- Não é necessário experiência prévia
- Práticas abertas a todos os interessados
- Textos de prática fornecidos no local
- Coordenador: Salim Zaidan
- Contribuição voluntária (dana)
Perguntas sobre a Sala de BH
A sala fica na Rua Gonçalves Dias, 904 — 2º andar, no coração da Savassi/Funcionários. Você pode vir de:
- Uber, 99, Táxi: informe o endereço diretamente
- Carro próprio: há estacionamentos pagos nas redondezas
- Transporte público: várias linhas passam pela Savassi
A sala fica em uma das regiões mais bem localizadas de BH. Há diversas opções:
Templo Dawa Drolma em Casa Branca
Um espaço de prática, contemplação e beleza no coração de Minas Gerais
O templo está situado em um condomínio fechado. É necessário realizar inscrição prévia com seus dados (RG) para garantir o acesso.
Fazer cadastro via WhatsAppLocalização
Condomínio Aldeia da Cachoeira das PedrasAlameda Catucaba
Casa Branca, Brumadinho/MG
Aproximadamente 40 km do centro de Belo Horizonte, na Serra da Moeda.
Horários de Visitação
Obs: Durante retiros ou eventos especiais, o templo pode estar fechado para visitação geral. Nesses casos, a participação nos retiros é incentivada.
Como Chegar
- Carro próprio: Use Waze ou Google Maps
- Uber: Funciona até Casa Branca
- Carona solidária: Grupo de praticantes
Perguntas sobre o Templo
Casa Branca é uma região turística com várias opções de pousadas e casas:
Sim! Será uma alegria receber vocês. No entanto, lembre-se que o templo é mantido integralmente por voluntários e eventualmente pode estar fechado em períodos de retiros.
Para garantir que o espaço esteja disponível, verifique previamente pelo WhatsApp:
📲 Verificar disponibilidade para gruposNão há lamas residentes no Dawa Drolma. O templo é cuidado e mantido por um grupo dedicado de voluntários da sangha mineira, que é reconhecida e respeitada em toda a linhagem Chagdud Gonpa pela sua organização e devoção.
Lamas da linhagem visitam o templo periodicamente para retiros e ensinamentos.
🙏 Protocolo do Dharma
O Dawa Drolma é um templo na tradição budista tibetana. Quando você entra na sala de meditação, você está em um espaço sagrado. Por favor, seja respeitoso e reserve um momento para conhecer o seguinte protocolo:
Deixe-os na entrada antes de entrar no santuário.
Você pode notar pessoas fazendo 3 prostrações ao entrar — é uma prática devocional, mas não é necessário se não for parte de sua tradição.
Sinta-se à vontade para andar pelas áreas públicas silenciosamente.
Observe os objetos rituais sem tocá-los ou perturbá-los.
Sente-se com as pernas cruzadas ou para o lado. Não estique as pernas em direção ao altar — é considerado desrespeitoso apontar os pés para imagens sagradas.
Use os textos fornecidos durante a visita. Não coloque textos diretamente no chão e deixe-os na sala ao sair.
Você pode fazer oferendas de luz em nome de entes queridos, falecidos ou por qualquer intenção especial.
Você é bem-vindo para fazer sua própria prática ou simplesmente sentar em silêncio pelo tempo que desejar.
Oferendas Sagradas
As oferendas são práticas fundamentais no caminho do Dharma. Através delas, acumulamos méritos e cultivamos a generosidade, contribuindo para o bem de todos os seres.
Oferenda de Lamparinas
Acenda uma luz pela paz e proteção
Fazer Oferenda →Riwo Sangchod
Oferenda de fumaça purificadora
Fazer Oferenda →Salvamento de Vidas
Liberte seres do sofrimento
Fazer Oferenda →Tsog Oferenda
Oferenda de banquete sagrado
Fazer Oferenda →Projeto Generosidade
Torne-se um patrono do templo e contribua para a preservação dos ensinamentos.
Conhecer o ProjetoAdministrativa
Acesso rápido aos sistemas administrativos do templo.